quinta-feira, 20 de julho de 2017

O que esconde o método Paulo Freire

 “Podemos pretender ser quanto queiramos; mas não é lícito fingir que somos o que não somos.” José Ortega y Gasset
       Paulo Freire (1921-1997) é muito conhecido no meio acadêmico e considerado uma autoridade a ser seguida pela maioria dos docentes, além de fazer parte de bibliografias de concursos para o Magistério público. Patrocinado pela Petrobras e Federação Única dos Petroleiros, o Instituto Paulo Freire tem como missão “educar para transformar”.
       Chegando a ter sido nomeado patrono da educação no governo Dilma, qual foi sua contribuição para a Educação no Brasil? Consta em biografia publicada no próprio Instituto, como “parte intrínseca” da obra de Paulo Freire, seu “Método de Alfabetização”, cuja proposta consiste em “estimular a inserção do adulto iletrado no seu contexto social e político, promovendo o despertar para a cidadania plena e transformação social”.
        Paulo Freire testou o método em 1961, na época como diretor do SESI – Serviço Social da Indústria – em parceria com entidades, também marxistas, promovendo a alfabetização de adultos cortadores de cana de açúcar, no Recife, sua terra natal. Desde então, participou de políticas públicas educacionais de governos como o de João Goulart, e de Luiza Erundina, produzindo extensa bibliografia de cunho ideológico esquerdista.
        O que não é mencionado, no conjunto da obra e biografias do educador, é a provável fonte inspiradora de seu método. Em 1943, estevei em Recife, Frank Charles Laubach (1884-1970), um missionário americano desenvolvedor de metodologia de alfabetização de adultos, já disseminada, até então, em 34 países. Sua estratégia adotava como princípio a técnica “each one teach one” (cada um ensina um), levando os adultos a aprenderem a ler em seu próprio idioma, por meio de cartilhas. Sua vinda ao Brasil, a pedido do governo federal, gerou ampla repercussão, nos meios estudantis, tendo ministrado inúmeras palestras em escolas e universidades. Na época, Freire em sua autobiografia, sequer cita o missionário educador. No entanto, cartilhas similares às de Laubach, começam a surgir em Recife, porém enquanto as primeiras de cunho cristão, as de Freire com idêntica metodologia, eram carregadas de discursos de teor ateísta com ênfase na luta de classes. 
         Assim como a intelectualidade gramscista criou o mito do “pai dos pobres”, o patrono da educação brasileira, é cria do mesmo pensamento hegemônico. Os resultados não poderiam ser piores, e serão abordados, em breve, no próximo artigo.
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Referências 1 – Lei 12.612 de 13 de abril de 2012. 2 – http://projetomemoria.art.br/PauloFreire/pensamento/01_pensamento_o%20metodo_paulo_freire.html 3 -http://projetomemoria.art.br/PauloFreire/ 4 – http://www.bu.edu/missiology/missionary-biography/l-m/laubach-frank-charles-1884-1970/ 5- Aprendendo com a própria história – Paulo freire

A qualidade da educação no Brasil




            Para tratar com propriedade de assunto tão complexo e abrangente como a educação, escolhi inicialmente fundamentar a análise em critérios objetivos e relativos. Para tanto, utilizarei os resultados da avaliação internacional PISA.Trata-se de avaliação comparada, aplicada de forma amostral a estudantes matriculados a partir do 8º ano do ensino fundamental na faixa etária dos 15 anos, idade em que se pressupõe o término da escolaridade básica obrigatória na maioria dos países.
            O desempenho dos alunos no Brasil está abaixo da média dos alunos em países da OCDE em ciências (401 pontos, comparados à média de 493 pontos), em leitura (407 pontos, comparados à média de 493 pontos) e em matemática (377 pontos, comparados à média de 490 pontos), como foi demonstrado no sistema de avaliação PISA – Programme International of Students Assement.
            Não é de hoje que o Brasil vem apresentando esses resultados. Diante do diagnóstico, é necessário analisar as possíveis causas que levaram a esse desastroso resultado. Inicialmente, temos abaixo, as variáveis consideradas importantes, pelo PISA:
1.    Investimento em educação: o Brasil com PIB per capita de 40% do PIB p/c da média dos demais países da OCDE gasta 42% do que a média dos demais;
2.    O Brasil tem uma alto percentual de alunos em camadas desfavorecidas: 43% dos alunos se situam entre os 20% mais desfavorecidos na escala internacional de níveis sócio-econômicos do PISA, uma parcela muito superior à media de 12% de alunos nesta faixa entre os países da OCDE;
3.    Baixa escolaridade dos pais dos alunos: menos de 15% com diploma universitário; enquanto nos demais países, a média é de 37%. Essa variável não foi comparada com os demais países avaliados.
Podemos constatar, então, que o gasto per capita com educação no Brasil é, proporcionalmente ao PIB p/c, maior que os demais países, o que nos leva a considerar que os resultados não são decorrentes de investimentos insuficientes;

            Quanto ao nível sócio econômico, o Brasil tem um contingente quase quatro vezes maior de estudantes na faixa dos 20% mais desfavorecidos.
            Pobreza e baixa escolaridade dos pais, por si só,  seriam motivos suficientes para gerar tais resultados?
Referências
  1. http://portal.inep.gov.br/pisa

      2. Country Note OECD - Programme for International Students Assessment