quinta-feira, 20 de julho de 2017

A qualidade da educação no Brasil




            Para tratar com propriedade de assunto tão complexo e abrangente como a educação, escolhi inicialmente fundamentar a análise em critérios objetivos e relativos. Para tanto, utilizarei os resultados da avaliação internacional PISA.Trata-se de avaliação comparada, aplicada de forma amostral a estudantes matriculados a partir do 8º ano do ensino fundamental na faixa etária dos 15 anos, idade em que se pressupõe o término da escolaridade básica obrigatória na maioria dos países.
            O desempenho dos alunos no Brasil está abaixo da média dos alunos em países da OCDE em ciências (401 pontos, comparados à média de 493 pontos), em leitura (407 pontos, comparados à média de 493 pontos) e em matemática (377 pontos, comparados à média de 490 pontos), como foi demonstrado no sistema de avaliação PISA – Programme International of Students Assement.
            Não é de hoje que o Brasil vem apresentando esses resultados. Diante do diagnóstico, é necessário analisar as possíveis causas que levaram a esse desastroso resultado. Inicialmente, temos abaixo, as variáveis consideradas importantes, pelo PISA:
1.    Investimento em educação: o Brasil com PIB per capita de 40% do PIB p/c da média dos demais países da OCDE gasta 42% do que a média dos demais;
2.    O Brasil tem uma alto percentual de alunos em camadas desfavorecidas: 43% dos alunos se situam entre os 20% mais desfavorecidos na escala internacional de níveis sócio-econômicos do PISA, uma parcela muito superior à media de 12% de alunos nesta faixa entre os países da OCDE;
3.    Baixa escolaridade dos pais dos alunos: menos de 15% com diploma universitário; enquanto nos demais países, a média é de 37%. Essa variável não foi comparada com os demais países avaliados.
Podemos constatar, então, que o gasto per capita com educação no Brasil é, proporcionalmente ao PIB p/c, maior que os demais países, o que nos leva a considerar que os resultados não são decorrentes de investimentos insuficientes;

            Quanto ao nível sócio econômico, o Brasil tem um contingente quase quatro vezes maior de estudantes na faixa dos 20% mais desfavorecidos.
            Pobreza e baixa escolaridade dos pais, por si só,  seriam motivos suficientes para gerar tais resultados?
Referências
  1. http://portal.inep.gov.br/pisa

      2. Country Note OECD - Programme for International Students Assessment

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